Na época, morávamos em uma fazenda, então, Sheique tinha todo o espaço para brincar, correr e ser um cãozinho de verdade. Talvez por este motivo, ele cresceu, desenvolveu-se e era muito feliz. Andava por todos os lados, caçava passarinhos, enterrava seus ossos e brinquedinhos. De desenganado quando nasceu, Sheique tornou-se um cãozinho saudável e esperto. Tudo o que eu mais queria, pois era criança e adorava correr e pular com ele.
O tempo foi passando, nos mudamos para uma casa na cidade e Sheique adaptou-se com facilidade. Continuava com a mesma alegria, porém não com a mesma vitalidade de antes, afinal, já estava ficando velhinho. Ganhou uma companheira, Cindy, com quem logo se acostumou, pois sempre foi um cãozinho muito amigável.
O tempo passou mais ainda e, hoje, Sheique, com 18 anos, já não brinca como antigamente. Passa a maior parte do tempo deitado, mas conserva nos olhos a alegria de quando era jovem e a gratidão de ter sido adotado por uma família que sempre o amou, manifestada com uma alegre agitada no rabinho cada vez que ganha um carinho.
Esta é uma singela homenagem a este cachorrinho tão especial, que já faz parte da minha vida há 18 anos e tem o dom de me consolar quando estou triste. Sheique, obrigada pela sua presença em nossas vidas!
Artigo retirado da revista seleções de agosto de 2011.
Por Elaine Virginia Moreira Marchi
Beijoos Enooormes
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